O verão é como o inverno
e o inverno é frio como os planetas distantes
as noites são geladas
e os dias são vazios
As esperanças apontam para o nada
o meu coração está na escuridão do espaço
o amor não parece mais fazer sentido
O sol foi embora
para nunca mais voltar
os girassóis perderam aquilo que tanto amam
a luz que orientava meus olhos os abandonou
Estou só no inverno eterno
sendo abraçado pelos ventos que congelam
caminhando por planícies e colinas brancas e desabitadas
olhando eventualmente para o céu
esperando, em vão, ver o sol.
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quinta-feira, 23 de agosto de 2012
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Parábola da Terra Fria
Há muito tempo, numa terra distante e fria, havia um vilarejo. Por ser muito fria, as pessoas precisavam constantemente de fogo para manterem-se aquecidas. Por um motivo desconhecido, esse vilarejo ficou por muito tempo impossibilitado de comunicar-se com o mundo externo e de coletar lenha. Nesse, contexto, passou a haver nesse vilarejo dois grupos de pessoas: as que tinham lenha (sendo eles a maioria) e os que tinham livros.
Durante algum tempo os que tinham lenha queimaram ela para aquecer a todos, e os que tinham livros preservavam-os. Estes últimos foram muito criticados por isso. Os outros diziam que eles também deveriam contribuir com o fogo, queimar os livros, portanto. Eles rebatiam dizendo que os livros tem o valor do conhecimento e não deviam ser queimados.
Após muita discussão eles decidiram por votação que todos deveriam contribuir com o fogo. Então, gradualmente os livros foram sendo queimados junto com a lenha. Eles queimavam rapidamente e não rendiam muito calor.
Em certo momento, houve um homem que só tinha um livro para alimentar o fogo, ele recusou de todo jeito jogar esse livro no fogo. Disse que esse livro falava de um conhecimento que poderia servir para salvá-los de morrer de frio. Os outros (em maioria) se mostraram incrédulos, pediram que o homem mostrasse como aquele livro poderia salvá-los. Ele disse que ainda não sabia ao certo, que o livro era complicado e ainda estava lendo-o. Por ele ainda não poder dizer como exatamente poderia aquele livro ajudá-los, a maioria dos outros decidiram tomar aquele livro e queimá-lo.
Muito tempo depois, a lenha e os livros acabaram. O vilarejo mergulhou numa era de frio e todos morreram. No livro que aquele homem tentou proteger estavam os segredos da eletricidade, geradores e aplicações, teoria e técnicas básicas de construção. Com ele eles poderiam aprender a construir geradores e aquecedores elétricos. Como aquela terra era abundante em ventos e metais, aquele livro realmente poderia tê-los salvo.
Durante algum tempo os que tinham lenha queimaram ela para aquecer a todos, e os que tinham livros preservavam-os. Estes últimos foram muito criticados por isso. Os outros diziam que eles também deveriam contribuir com o fogo, queimar os livros, portanto. Eles rebatiam dizendo que os livros tem o valor do conhecimento e não deviam ser queimados.
Após muita discussão eles decidiram por votação que todos deveriam contribuir com o fogo. Então, gradualmente os livros foram sendo queimados junto com a lenha. Eles queimavam rapidamente e não rendiam muito calor.
Em certo momento, houve um homem que só tinha um livro para alimentar o fogo, ele recusou de todo jeito jogar esse livro no fogo. Disse que esse livro falava de um conhecimento que poderia servir para salvá-los de morrer de frio. Os outros (em maioria) se mostraram incrédulos, pediram que o homem mostrasse como aquele livro poderia salvá-los. Ele disse que ainda não sabia ao certo, que o livro era complicado e ainda estava lendo-o. Por ele ainda não poder dizer como exatamente poderia aquele livro ajudá-los, a maioria dos outros decidiram tomar aquele livro e queimá-lo.
Muito tempo depois, a lenha e os livros acabaram. O vilarejo mergulhou numa era de frio e todos morreram. No livro que aquele homem tentou proteger estavam os segredos da eletricidade, geradores e aplicações, teoria e técnicas básicas de construção. Com ele eles poderiam aprender a construir geradores e aquecedores elétricos. Como aquela terra era abundante em ventos e metais, aquele livro realmente poderia tê-los salvo.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Princípio como ferramenta de decisões éticas.
"Todo mal desnecessário é proíbido."
Princípio ético que uso na minha decisão de não consumir carne (e como ferramenta de decisão em outras coisas também). Ou seja, consumiria se fosse necessário para minha sobrevivência.
Esse princípio funciona como uma navalha (como a "navalha de Occam").
A ideia é que todo mal deve ser evitado, mas, se for desnecessário, é proibido. É uma proibição minha para mim mesmo. Afinal, se é um mal e se é desnecessário, por que fazê-lo?
Exemplo:
Queimar um filhote de cachorro (como vi num vídeo). Aquilo foi ruim para o cachorro e desnecessário para os garotos que o fizeram.
Princípio ético que uso na minha decisão de não consumir carne (e como ferramenta de decisão em outras coisas também). Ou seja, consumiria se fosse necessário para minha sobrevivência.
Esse princípio funciona como uma navalha (como a "navalha de Occam").
A ideia é que todo mal deve ser evitado, mas, se for desnecessário, é proibido. É uma proibição minha para mim mesmo. Afinal, se é um mal e se é desnecessário, por que fazê-lo?
Exemplo:
Queimar um filhote de cachorro (como vi num vídeo). Aquilo foi ruim para o cachorro e desnecessário para os garotos que o fizeram.
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Visão política - simplificado
Justiça social, economia baseada em recursos (e não dinheiro), estado constituído por voluntários não remunerados e devidamente qualificados, liberdade individual, proteção às minorias, extinção do trabalho pela sobrevivência, direitos proporcionais às contribuições à sociedade, democratização do conhecimento, dever de conhecer, dever do estado de informar, existência de serviço militar.
Ter por objetivos principais da sociedade:
-O Bem estar social, psicológico, intelectual e físico.
-Conhecer o máximo possível do universo através do método científico.
-Desenvolver a tecnologia.
-Compilar e aprofundar o conhecimento filosófico da humanidade
Ter por objetivos principais da sociedade:
-O Bem estar social, psicológico, intelectual e físico.
-Conhecer o máximo possível do universo através do método científico.
-Desenvolver a tecnologia.
-Compilar e aprofundar o conhecimento filosófico da humanidade
Sobre a mente e o tempo.
Pela relatividade restrita, temos que o universo é quadridimensional, temos as três dimensões espaciais e o tempo (ct,x,y,z). Filosofando, eu diria que existem dois tipos de entidades:objetos e processos. Os primeiros são entidades espaciais, como uma pedra por exemplo. Os segundos são entidades temporais, como o movimento.
Agora faço uma pergunta: se "tirarmos" um instantâneo do universo, ou seja, descreve-lo num instante específico de duração nula, a mente existe nesse instante? Note que no instantâneo não existe diferença entre uma pedra e um humano, ambos são só um monte de átomos parados. Disso, digo que não há ali evidências da existência da mente, o que me leva a conjecturar que a mente é uma entidade temporal, um processo, no caso, ela só existe ao longo de um intervalo de tempo no mínimo finito, nunca num instantâneo. Ou seja, se o corpo é a parte de nós que é espacial, a mente é a parte temporal.
Agora, se uma entidade temporal pode existir sem uma espacial, e vice-versa, aí é outra história.
Agora faço uma pergunta: se "tirarmos" um instantâneo do universo, ou seja, descreve-lo num instante específico de duração nula, a mente existe nesse instante? Note que no instantâneo não existe diferença entre uma pedra e um humano, ambos são só um monte de átomos parados. Disso, digo que não há ali evidências da existência da mente, o que me leva a conjecturar que a mente é uma entidade temporal, um processo, no caso, ela só existe ao longo de um intervalo de tempo no mínimo finito, nunca num instantâneo. Ou seja, se o corpo é a parte de nós que é espacial, a mente é a parte temporal.
Agora, se uma entidade temporal pode existir sem uma espacial, e vice-versa, aí é outra história.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Sobre a Fé
"Fé é o firme firmamento daquilo que se espera e a prova do que não se vê."
Esse é a "definição" que encontrei na Bíblia do que é fé. Nesse caso, fé não é ter esperança, segurança ou crença simples em algo. Fé é algo que te mostra a verdade sobre um evento ou entidade. Ou seja, não é acreditar sem provas como muitos dizem.
A idéia de fé supõe a existência de uma verdade absoluta sobre a qual ela se refere. Fazendo uma analogia com a visão humana, podemos dizer que existe uma verdade absoluta, que é a visão de uma imagem, e podemos dizer que a visão dessa imagem prova a existência dessa imagem (embora não prove a existência do objeto que ela representa). Porém essa prova só é válida para aquele que tem a visão de tal imagem. Um cego não tem prova alguma, e nem pode ter, da existência da tal imagem. Assim, levando adiante a analogia, podemos dizer que quem não tem fé é como um cego.
Ora, como se pode julgar alguém por não ser capaz de enchergar? Mas é isso que muitos fazem ao condenarem os outros por não acreditarem em Deus. É o mesmo que dizer que é um crime ser cego!
Não tenho fé que Deus exista (considerando a definição acima). Mas se ele existir, não acho que ele me condenará por eu ser cego.
Esse é a "definição" que encontrei na Bíblia do que é fé. Nesse caso, fé não é ter esperança, segurança ou crença simples em algo. Fé é algo que te mostra a verdade sobre um evento ou entidade. Ou seja, não é acreditar sem provas como muitos dizem.
A idéia de fé supõe a existência de uma verdade absoluta sobre a qual ela se refere. Fazendo uma analogia com a visão humana, podemos dizer que existe uma verdade absoluta, que é a visão de uma imagem, e podemos dizer que a visão dessa imagem prova a existência dessa imagem (embora não prove a existência do objeto que ela representa). Porém essa prova só é válida para aquele que tem a visão de tal imagem. Um cego não tem prova alguma, e nem pode ter, da existência da tal imagem. Assim, levando adiante a analogia, podemos dizer que quem não tem fé é como um cego.
Ora, como se pode julgar alguém por não ser capaz de enchergar? Mas é isso que muitos fazem ao condenarem os outros por não acreditarem em Deus. É o mesmo que dizer que é um crime ser cego!
Não tenho fé que Deus exista (considerando a definição acima). Mas se ele existir, não acho que ele me condenará por eu ser cego.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Sobre a mortalidade.
Alguns termos que inventei (ou não) para expressar conceitos sobre a mortalidade. Os acompanhados com * são os concebidos por mim, o que não implica que já não os tenham inventado.
Mortal: O que morre por natureza e pode ser morto.
Amortal *: Aquele que vive para sempre, se não for morto por um ente externo.
Imortal : Aquele que não pode morrer.
Anamortal *: Que não teve nascimento, sempre existiu, mas pode ser morto.
Inamortal *: Que sempre existiu e não pode ser morto.
Eterno: Aquele que existe fora do tempo e que, portanto, não morre, sempre existiu e sempre existirá.
Inmortal *: Que não pode ser morto, mas morre naturalmente.
Mortal: O que morre por natureza e pode ser morto.
Amortal *: Aquele que vive para sempre, se não for morto por um ente externo.
Imortal : Aquele que não pode morrer.
Anamortal *: Que não teve nascimento, sempre existiu, mas pode ser morto.
Inamortal *: Que sempre existiu e não pode ser morto.
Eterno: Aquele que existe fora do tempo e que, portanto, não morre, sempre existiu e sempre existirá.
Inmortal *: Que não pode ser morto, mas morre naturalmente.
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