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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Quem fará?


nosso mundo é injusto
nossos pais e nossos avós morreram
para que vivamos
e para que outros morressem
pessoas morrem todos os dias
morrem pela guerra
pela fome
pelo frio
pelo lucro
de que vale todo a riqueza que temos,
se ela foi arrancada dos outros?
que gloria tem nossas vidas,
se para te-las sacrificamos vidas?
de que serve o amor que está em nós,
se ele só está em nós?
quem mudará esse mundo?
quem dará de comer às crianças?
quem dirá “eu te amo” para os velhinhos?
quem trará o fim do egoísmo e do ódio?
não esperarei pelos outros
quero salvar esse mundo
quero que o universo mude por causa da minha presença
sou do tamanho dos meus sonhos
sou escolha
sou um motor
sou maior do que aqueles que destroem esse mundo
mas não sei quanto tempo tenho
quem vai me ajudar?
como farei?
e se eu não conseguir?
quem fará?

Técnicas de controle emocional

 Primeiro, definamos dois conceitos diferentes (que não necessariamente é a definição dos dicionários):
DESEJAR: sensação que nos induz involutáriamente à posse de ou exposição à algo.
QUERER: desejar decididamente, ou seja, provém da razão (do livre-arbítrio, se ele existir).

Agora, as técnicas de controle emocional em pensei:

    - Agir da maneira que se quer agir independentemente do que se sente.
Supondo que tenhamos livre-arbítrio, então é possivel tomar decisões que vão contra o que sentimos.

    - Mudar os sentimentos.
Usando a mente, limpa-la dos sentimentos inqueridos (inquerer, "querer que não", oposto de querer).

    - Não ativar os condicionamentos inqueridos.
Evitar os pensamentos e lembranças que ativam os condicinamentos que geram sentimentos inqueridos.

    - Gerar contra-sentimentos.
Usando a mente ou idealizações (condicionamentos conscientes), gerar sentimentos que se oponham aos sentimentos inqueridos.

    - Desassociar o que de fato me pertence do que me é imposto.
Somente três coisas me pertencem: consentimentos, intensões e decisões.

    - Não alimentar ilusões.

    - Não ter ou não se importar com o medo de sentir.

    - Não ter ou não se importar com a vergonha do que se sente.

    - Não se importar com o que pensarão de você.

Inverno

O verão é como o inverno
e o inverno é frio como os planetas distantes
as noites são geladas
e os dias são vazios
As esperanças apontam para o nada
o meu coração está na escuridão do espaço
o amor não parece mais fazer sentido
O sol foi embora
para nunca mais voltar
os girassóis perderam aquilo que tanto amam
a luz que orientava meus olhos os abandonou
Estou só no inverno eterno
sendo abraçado pelos ventos que congelam
caminhando por planícies e colinas brancas e desabitadas
olhando eventualmente para o céu
esperando, em vão, ver o sol.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Parábola da Terra Fria

Há muito tempo, numa terra distante e fria, havia um vilarejo. Por ser muito fria, as pessoas precisavam constantemente de fogo para manterem-se aquecidas. Por um motivo desconhecido, esse vilarejo ficou por muito tempo impossibilitado de comunicar-se com o mundo externo e de coletar lenha. Nesse, contexto, passou a haver nesse vilarejo dois grupos de pessoas: as que tinham lenha (sendo eles a maioria) e os que tinham livros.

Durante algum tempo os que tinham lenha queimaram ela para aquecer a todos, e os que tinham livros preservavam-os. Estes últimos foram muito criticados por isso. Os outros diziam que eles também deveriam contribuir com o fogo, queimar os livros, portanto. Eles rebatiam dizendo que os livros tem o valor do conhecimento e não deviam ser queimados.

Após muita discussão eles decidiram por votação que todos deveriam contribuir com o fogo. Então, gradualmente os livros foram sendo queimados junto com a lenha. Eles queimavam rapidamente e não rendiam muito calor.

Em certo momento, houve um homem que só tinha um livro para alimentar o fogo, ele recusou de todo jeito jogar esse livro no fogo. Disse que esse livro falava de um conhecimento que poderia servir para salvá-los de morrer de frio. Os outros (em maioria) se mostraram incrédulos, pediram que o homem mostrasse como aquele livro poderia salvá-los. Ele disse que ainda não sabia ao certo, que o livro era complicado e ainda estava lendo-o. Por ele ainda não poder dizer como exatamente poderia aquele livro ajudá-los, a maioria dos outros decidiram tomar aquele livro e queimá-lo.

Muito tempo depois, a lenha  e os livros acabaram. O vilarejo mergulhou numa era de frio e todos morreram. No livro que aquele homem tentou proteger estavam os segredos da eletricidade, geradores e aplicações, teoria e técnicas básicas de construção. Com ele eles poderiam aprender a construir geradores e aquecedores elétricos. Como aquela terra era abundante em ventos e metais, aquele livro realmente poderia tê-los salvo.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Princípio como ferramenta de decisões éticas.

"Todo mal desnecessário é proíbido."

Princípio ético que uso na minha decisão de não consumir carne (e como ferramenta de decisão em outras coisas também). Ou seja, consumiria se fosse necessário para minha sobrevivência.

Esse princípio funciona como uma navalha (como a "navalha de Occam").

A ideia é que todo mal deve ser evitado, mas, se for desnecessário, é proibido. É uma proibição minha para mim mesmo. Afinal, se é um mal e se é desnecessário, por que fazê-lo?

Exemplo: 
Queimar um filhote de cachorro (como vi num vídeo). Aquilo foi ruim para o cachorro e desnecessário para os garotos que o fizeram.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Visão política - simplificado

Justiça social, economia baseada em recursos (e não dinheiro), estado constituído por voluntários não remunerados e devidamente qualificados, liberdade individual, proteção às minorias, extinção do trabalho pela sobrevivência, direitos proporcionais às contribuições à sociedade, democratização do conhecimento, dever de conhecer, dever do estado de informar, existência de serviço militar.

Ter por objetivos principais da sociedade:

-O Bem estar social, psicológico, intelectual e físico.

-Conhecer o máximo possível do universo através do método científico.

-Desenvolver a tecnologia.

-Compilar e aprofundar o conhecimento filosófico da humanidade

Sobre a mente e o tempo.

Pela relatividade restrita, temos que o universo é quadridimensional, temos as três dimensões espaciais e o tempo (ct,x,y,z). Filosofando, eu diria que existem dois tipos de entidades:objetos e processos. Os primeiros são entidades espaciais, como uma pedra por exemplo. Os segundos são entidades temporais, como o movimento.
Agora faço uma pergunta: se "tirarmos" um instantâneo do universo, ou seja, descreve-lo num instante específico de duração nula, a mente existe nesse instante? Note que no instantâneo não existe diferença entre uma pedra e um humano, ambos são só um monte de átomos parados. Disso, digo que não há ali evidências da existência da mente, o que me leva a conjecturar que a mente é uma entidade temporal, um processo, no caso, ela só existe ao longo de um intervalo de tempo no mínimo finito, nunca num instantâneo. Ou seja, se o corpo é a parte de nós que é espacial, a mente é a parte temporal.
Agora, se uma entidade temporal pode existir sem uma espacial, e vice-versa, aí é outra história.