Você não sabe quanto tempo tem
como a gota de água que cai de repente
vem a morte e nos arrebata
de que serve a morte?
seu conhecimento nos faz desejar mudar nossas vidas
como não sabemos quanto tempo temos
não há tempo para magoas ou rancores
ou desnecessidades
saber que cada momento pode ser o último
torna cada um deles especial
saber que podemos não mais ver a pessoa amada
faz com que cada abraço seja terno e querido
faz-nos querer conhecer o mundo
experimentar coisas novas
buscar entender o próximo ou o distante
desperta compaixão
e ensina a dar valor a vida
Mas, por falta de tempo
é que muitos não esperam
se precipitam em suas escolhas
por medo da morte
provocam a morte
e o sofrimento
de outros
a morte é a base do governo dos tiranos
por causa dela grandes homens não puderam mudar o mundo
a morte fez com que suas vidas parecessem ter mais significado
mas eram suas vidas o que de fato valeria a pena
A morte em si não tem sentido
somos nós que a ela atribuímos algo
para alguns
ela é inspiração
ou destruição
ou recurso politico
ou libertação
ou recomeço
ou um mal
ou um desperdício
ou angustia
ou solidão
ou um adeus
Não é necessária a morte para que a vida tenha sentido
ou para que venhamos a dar valor às pessoas
basta para isso
o amor, o entendimento, o conhecimento, a arte, a justiça
ou o que mais for belo ao seu intelecto
ame cada pessoa que vive e viveu
não louve o mal que fizeram e nem suas mortes
mas louve o que de bom trouxeram e suas vidas
porque ela, a vida, pode ser bela;
basta que você escolha.
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quarta-feira, 29 de abril de 2009
quinta-feira, 23 de abril de 2009
O papel da indefinição na concepção de novos conceitos.
Em diversas ocasiões não definir algo pode ser mais proveitoso do que definir. Ao definir algo pode-se limitar a criatividade, a mente fica "presa" àquela concepção. Manter uma palavra em significado flutuante permite que novos significados possam ser associados á ela, o que permite a evolução de novos conceitos, que mais tarde podem ser isolados e especificados. Um exemplo disso é o conceito de elétron. Supunha-se que a corrente elétrica fosse feita de moléculas de eletricidade (molécula e átomo ja foram sinônimos, Maxwell disse molécula, mas estava, plausivelmente, se referindo à ideia de entidade fundamental; hoje nem um nem outro termo são usados para se referir a elétrons) mas não se sabia muito a respeito delas. Não se sabia se eram cargas positivas, negativas ou uma combinação das duas, não se conhecia a massa, o tamanho ou a intensidade de carga delas. Mesmo assim deu-se o nome de elétrons para essas entidades teóricas e ainda indefinidas. Com o tempo foram sendo desenvolvidas novas idéias e sendo feitas novas descobertas, de modo que novos significados foram sendo associados à palavra elétron, chegando a um conceito muito diferente das noções iniciais (hoje, dependendo do modelo usado, o elétron é considerado uma entidade que possui propriedades de onda e de partícula, cuja "posição" é dada em termos de probabilidade).
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
A experiência da morte.
Apresento a seguir uma suposição de como pode ser a "experiência" da morte, mas considero que ela pode ocorrer de várias maneiras diferentes...
Você está consciente, pode perceber o ambiente ao redor e também o interno, seus olhos começam a ficar pesados, sua respiração agora é mais lenta, para si mesmo você diz "o que há?", seus pensamentos deixam de ser palavras e passam a ser somente sentimentos, sentimentos cada vez mais simples, agora não há mais medo, nem alegria e nem tristeza, há somente uma única sensação de existência de você não sabe o que, pois você não está mais acumulando conhecimento, está numa contagem regressiva e tudo perde o nexo enquanto tudo vai desaparecendo, num dado momento, sem que você tome conhecimento, você não é mais.
Você está consciente, pode perceber o ambiente ao redor e também o interno, seus olhos começam a ficar pesados, sua respiração agora é mais lenta, para si mesmo você diz "o que há?", seus pensamentos deixam de ser palavras e passam a ser somente sentimentos, sentimentos cada vez mais simples, agora não há mais medo, nem alegria e nem tristeza, há somente uma única sensação de existência de você não sabe o que, pois você não está mais acumulando conhecimento, está numa contagem regressiva e tudo perde o nexo enquanto tudo vai desaparecendo, num dado momento, sem que você tome conhecimento, você não é mais.
domingo, 8 de junho de 2008
O Limite da Diferenciação.
Considere uma faixa cuja cor varia linearmente do preto ao branco.

Essa faixa pode ser dividida em duas partes, uma mais clara e outra mais escura, neste caso há duas cores. Cada uma dessas duas partes, por sua vez pode ser dividida da mesma forma, uma parte mais clara e uma mais escura, agora temos quatro cores. Como a tonalidade varia continuamente, pode-se fazer mais divisões e obter mais cores.
A princípio tem-se algo único. Essa é a representação mais simples da entidade “faixa”. Depois ocorre a diferenciação dos extremos (percebe-se que são diferentes e pode-se dar nomes para eles). Em seguida diferencia-se os extremos dos extremos, e assim, sucessivamente, vai-se identificando cada vez mais cores.
Se esse processo continuar indefinidamente, pode ser que se possa conhecer todas as cores (infinitas) da faixa.
Na realidade, a quantidade de informações de cores da faixa pode exceder a capacidade do observador. Pode ser que se chegue a um ponto em que esse observador seja incapaz de diferenciar a tonalidade dos extremos. Ele julgaria a cor A igual a cor B do lado, que, por sua vez, seria considerada igual a outra que vem em seguida, e assim sucessivamente. O que acabaria por se “igualar” as cores dos extremos da faixa, o que quer dizer que a faixa tem só uma cor. Isso é o que se denomina Colapso da Diferenciação.
Isso que apresentei é um método de se adquirir informações que chamo de Identificação de Diferenças. Ele consiste em “pegar” um todo, identificar seus elementos e fazer o mesmo com os elementos desses elementos.
O limite da diferenciação de nossos sentidos não deve ser muito difícil de medir. Mas, qual será o de nosso entendimento?

Essa faixa pode ser dividida em duas partes, uma mais clara e outra mais escura, neste caso há duas cores. Cada uma dessas duas partes, por sua vez pode ser dividida da mesma forma, uma parte mais clara e uma mais escura, agora temos quatro cores. Como a tonalidade varia continuamente, pode-se fazer mais divisões e obter mais cores.
A princípio tem-se algo único. Essa é a representação mais simples da entidade “faixa”. Depois ocorre a diferenciação dos extremos (percebe-se que são diferentes e pode-se dar nomes para eles). Em seguida diferencia-se os extremos dos extremos, e assim, sucessivamente, vai-se identificando cada vez mais cores.
Se esse processo continuar indefinidamente, pode ser que se possa conhecer todas as cores (infinitas) da faixa.
Na realidade, a quantidade de informações de cores da faixa pode exceder a capacidade do observador. Pode ser que se chegue a um ponto em que esse observador seja incapaz de diferenciar a tonalidade dos extremos. Ele julgaria a cor A igual a cor B do lado, que, por sua vez, seria considerada igual a outra que vem em seguida, e assim sucessivamente. O que acabaria por se “igualar” as cores dos extremos da faixa, o que quer dizer que a faixa tem só uma cor. Isso é o que se denomina Colapso da Diferenciação.
Isso que apresentei é um método de se adquirir informações que chamo de Identificação de Diferenças. Ele consiste em “pegar” um todo, identificar seus elementos e fazer o mesmo com os elementos desses elementos.
O limite da diferenciação de nossos sentidos não deve ser muito difícil de medir. Mas, qual será o de nosso entendimento?
terça-feira, 27 de maio de 2008
Entenda-me
Olhe para o céu, veja as estrelas
tão distantes,
gigantes,
insignificantes
Da razão primordial,
antes do homem,
antes de nós,
elas nasceram
São jovens, as antigas, nascentes, agonizantes
estrelas
antes delas já eram as entidades elementares
No princípio
houve o tempo,
No princípio
houve a possibilidade,
houve infinito, infinitas
além do princípio, houve, há,
a Razão, o que é, complexa e simplesmente é,
é além de tudo
é antes de tudo
é sob, sobre, entre tudo
tudo é por ela
nela está o conhecimento, a verdade
o entendimento, o quadrado
o triângulo, o variável, a emoção
a quantidade, o conceito
a definição,
Não é um lugar, não é lugar nenhum
não está, é
conhece,
ama
sente
cálcula
nada,
não
não há fim,
há finito.
tão distantes,
gigantes,
insignificantes
Da razão primordial,
antes do homem,
antes de nós,
elas nasceram
São jovens, as antigas, nascentes, agonizantes
estrelas
antes delas já eram as entidades elementares
No princípio
houve o tempo,
No princípio
houve a possibilidade,
houve infinito, infinitas
além do princípio, houve, há,
a Razão, o que é, complexa e simplesmente é,
é além de tudo
é antes de tudo
é sob, sobre, entre tudo
tudo é por ela
nela está o conhecimento, a verdade
o entendimento, o quadrado
o triângulo, o variável, a emoção
a quantidade, o conceito
a definição,
Não é um lugar, não é lugar nenhum
não está, é
conhece,
ama
sente
cálcula
nada,
não
não há fim,
há finito.
Justiça.
O que apresento a seguir é um esboço de Teoria da Justiça.
Definição: Sejam as pessoas A e B, sendo A e B equivalentes, chama-se justiça ao conjunto de tratamentos equivalentes que se deve dar a A e B em situações equivalentes.
Princípios da justiça.
1 – Imparcialidade.
A justiça não é em parte (ou algo é justo ou não é justo).
A Justiça se aplica a todos de modo igual.
Ex.: Se uma sentença tem uma parte justa e outra injusta, então a sentença é injusta. Se eu imponho uma lei também estou submetido a ela.
2 – Pesos e medidas iguais.
Para cada peso há uma medida correspondente.
Ex.: Uma pessoa que não tem plena consciência dos próprios atos não deve ser julgada como uma que tem.
3 – Verdade.
Só há justiça se houver verdade.
Ex.: Se um criminoso é condenado por um crime que não cometeu, então a condenação é injusta. Para que haja justiça, ele tem de ser condenado pelo crime que de fato cometeu.
Definição: Sejam as pessoas A e B, sendo A e B equivalentes, chama-se justiça ao conjunto de tratamentos equivalentes que se deve dar a A e B em situações equivalentes.
Princípios da justiça.
1 – Imparcialidade.
A justiça não é em parte (ou algo é justo ou não é justo).
A Justiça se aplica a todos de modo igual.
Ex.: Se uma sentença tem uma parte justa e outra injusta, então a sentença é injusta. Se eu imponho uma lei também estou submetido a ela.
2 – Pesos e medidas iguais.
Para cada peso há uma medida correspondente.
Ex.: Uma pessoa que não tem plena consciência dos próprios atos não deve ser julgada como uma que tem.
3 – Verdade.
Só há justiça se houver verdade.
Ex.: Se um criminoso é condenado por um crime que não cometeu, então a condenação é injusta. Para que haja justiça, ele tem de ser condenado pelo crime que de fato cometeu.
Meu caminho...
Posso compreender,
Posso compreender,
Um mais um é igual a dois,
É por definição,
O finito está diante de mim,
Eu o construo,
Posso entendê-lo,
Posso apalpá-lo,
Mas o que Posso dizer do infinito?
Por mais que caminhe,
Não Posso alcançá-lo,
Mas, se não o Posso
Como Posso saber que está lá?
Hora eu o conheço,
Hora me parece ininteligível,
Por que tem que ser lá que ele está?
Não pode ser aqui o infinito e lá o zero?
Assim sendo, por mais que caminhasse
Jamais alcançaria o zero ou qualquer número real,
Estaria para sempre no infinito,
Irônico, quero alcançar o infinitamente grande,
Mas, mas mal o consigo fazer com o infinitamente pequeno
Por mais que divida, sempre há um pedaço menor,
Pode ser que seja esse o problema,
Há sempre um maior ou um menor,
Se alcançasse o infinitamente grande
Ou o infinitamente pequeno
Qual seria o último número por que passaria?
Ironia, pode ser que a incompreensibilidade não esteja no infinito,
Pode ser que esteja no finito...
Pois existe em quantidade infinita.
Posso compreender,
Um mais um é igual a dois,
É por definição,
O finito está diante de mim,
Eu o construo,
Posso entendê-lo,
Posso apalpá-lo,
Mas o que Posso dizer do infinito?
Por mais que caminhe,
Não Posso alcançá-lo,
Mas, se não o Posso
Como Posso saber que está lá?
Hora eu o conheço,
Hora me parece ininteligível,
Por que tem que ser lá que ele está?
Não pode ser aqui o infinito e lá o zero?
Assim sendo, por mais que caminhasse
Jamais alcançaria o zero ou qualquer número real,
Estaria para sempre no infinito,
Irônico, quero alcançar o infinitamente grande,
Mas, mas mal o consigo fazer com o infinitamente pequeno
Por mais que divida, sempre há um pedaço menor,
Pode ser que seja esse o problema,
Há sempre um maior ou um menor,
Se alcançasse o infinitamente grande
Ou o infinitamente pequeno
Qual seria o último número por que passaria?
Ironia, pode ser que a incompreensibilidade não esteja no infinito,
Pode ser que esteja no finito...
Pois existe em quantidade infinita.
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