"Fé é o firme firmamento daquilo que se espera e a prova do que não se vê."
Esse é a "definição" que encontrei na Bíblia do que é fé. Nesse caso, fé não é ter esperança, segurança ou crença simples em algo. Fé é algo que te mostra a verdade sobre um evento ou entidade. Ou seja, não é acreditar sem provas como muitos dizem.
A idéia de fé supõe a existência de uma verdade absoluta sobre a qual ela se refere. Fazendo uma analogia com a visão humana, podemos dizer que existe uma verdade absoluta, que é a visão de uma imagem, e podemos dizer que a visão dessa imagem prova a existência dessa imagem (embora não prove a existência do objeto que ela representa). Porém essa prova só é válida para aquele que tem a visão de tal imagem. Um cego não tem prova alguma, e nem pode ter, da existência da tal imagem. Assim, levando adiante a analogia, podemos dizer que quem não tem fé é como um cego.
Ora, como se pode julgar alguém por não ser capaz de enchergar? Mas é isso que muitos fazem ao condenarem os outros por não acreditarem em Deus. É o mesmo que dizer que é um crime ser cego!
Não tenho fé que Deus exista (considerando a definição acima). Mas se ele existir, não acho que ele me condenará por eu ser cego.
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quinta-feira, 19 de maio de 2011
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Sobre a mortalidade.
Alguns termos que inventei (ou não) para expressar conceitos sobre a mortalidade. Os acompanhados com * são os concebidos por mim, o que não implica que já não os tenham inventado.
Mortal: O que morre por natureza e pode ser morto.
Amortal *: Aquele que vive para sempre, se não for morto por um ente externo.
Imortal : Aquele que não pode morrer.
Anamortal *: Que não teve nascimento, sempre existiu, mas pode ser morto.
Inamortal *: Que sempre existiu e não pode ser morto.
Eterno: Aquele que existe fora do tempo e que, portanto, não morre, sempre existiu e sempre existirá.
Inmortal *: Que não pode ser morto, mas morre naturalmente.
Mortal: O que morre por natureza e pode ser morto.
Amortal *: Aquele que vive para sempre, se não for morto por um ente externo.
Imortal : Aquele que não pode morrer.
Anamortal *: Que não teve nascimento, sempre existiu, mas pode ser morto.
Inamortal *: Que sempre existiu e não pode ser morto.
Eterno: Aquele que existe fora do tempo e que, portanto, não morre, sempre existiu e sempre existirá.
Inmortal *: Que não pode ser morto, mas morre naturalmente.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
domingo, 30 de maio de 2010
Civilizações.
Lá estavam, reunidos num mesmo lugar
todos os povos,
todos os países e
todas as culturas.
Pessoas de todos os lugares,
de todas as cores
de todas as formas
de todas as línguas
de todo costume
de toda convicção.
Cada um com suas próprias vestes,
com suas próprias sabedorias,
com sua própria religião
ou sem ela.
Ali estavam todos os sistemas de governo,
todos os paradigmas econômicos
e todas as ideias.
Uns buscavam a homogeneidade
outros a heterogeneidade,
outros o melhor ajuste.
Cada um era por si mesmo,
mas todos eramos por cada um.
Eramos todos um, mas muitos desse um,
eramos plural,
eramos singular,
eramos civilizações.
todos os povos,
todos os países e
todas as culturas.
Pessoas de todos os lugares,
de todas as cores
de todas as formas
de todas as línguas
de todo costume
de toda convicção.
Cada um com suas próprias vestes,
com suas próprias sabedorias,
com sua própria religião
ou sem ela.
Ali estavam todos os sistemas de governo,
todos os paradigmas econômicos
e todas as ideias.
Uns buscavam a homogeneidade
outros a heterogeneidade,
outros o melhor ajuste.
Cada um era por si mesmo,
mas todos eramos por cada um.
Eramos todos um, mas muitos desse um,
eramos plural,
eramos singular,
eramos civilizações.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Se o mar da tristeza estiver em seu caminho, mergulhe e atravesse a nado.
Faça com que a felicidade seja seu caminho e não seu objetivo. Se ansiares por ela, o medo de não alcança-la lhe sobrevirá; rejeitarás o conhecimento, pois conhecer a verdade é doloroso; te preocuparás somente consigo mesmo, pois ajudar aos outros nem sempre tem recompensa; serás impelido ao adultério, pois o receio de ficar só te fará ficar com quem não amas; e, por fim, estagnarás no seu estado miserável, pois sua covardia te faz se sentir fraco para buscar mudanças...
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Você não sabe quanto tempo tem.
Você não sabe quanto tempo tem
como a gota de água que cai de repente
vem a morte e nos arrebata
de que serve a morte?
seu conhecimento nos faz desejar mudar nossas vidas
como não sabemos quanto tempo temos
não há tempo para magoas ou rancores
ou desnecessidades
saber que cada momento pode ser o último
torna cada um deles especial
saber que podemos não mais ver a pessoa amada
faz com que cada abraço seja terno e querido
faz-nos querer conhecer o mundo
experimentar coisas novas
buscar entender o próximo ou o distante
desperta compaixão
e ensina a dar valor a vida
Mas, por falta de tempo
é que muitos não esperam
se precipitam em suas escolhas
por medo da morte
provocam a morte
e o sofrimento
de outros
a morte é a base do governo dos tiranos
por causa dela grandes homens não puderam mudar o mundo
a morte fez com que suas vidas parecessem ter mais significado
mas eram suas vidas o que de fato valeria a pena
A morte em si não tem sentido
somos nós que a ela atribuímos algo
para alguns
ela é inspiração
ou destruição
ou recurso politico
ou libertação
ou recomeço
ou um mal
ou um desperdício
ou angustia
ou solidão
ou um adeus
Não é necessária a morte para que a vida tenha sentido
ou para que venhamos a dar valor às pessoas
basta para isso
o amor, o entendimento, o conhecimento, a arte, a justiça
ou o que mais for belo ao seu intelecto
ame cada pessoa que vive e viveu
não louve o mal que fizeram e nem suas mortes
mas louve o que de bom trouxeram e suas vidas
porque ela, a vida, pode ser bela;
basta que você escolha.
como a gota de água que cai de repente
vem a morte e nos arrebata
de que serve a morte?
seu conhecimento nos faz desejar mudar nossas vidas
como não sabemos quanto tempo temos
não há tempo para magoas ou rancores
ou desnecessidades
saber que cada momento pode ser o último
torna cada um deles especial
saber que podemos não mais ver a pessoa amada
faz com que cada abraço seja terno e querido
faz-nos querer conhecer o mundo
experimentar coisas novas
buscar entender o próximo ou o distante
desperta compaixão
e ensina a dar valor a vida
Mas, por falta de tempo
é que muitos não esperam
se precipitam em suas escolhas
por medo da morte
provocam a morte
e o sofrimento
de outros
a morte é a base do governo dos tiranos
por causa dela grandes homens não puderam mudar o mundo
a morte fez com que suas vidas parecessem ter mais significado
mas eram suas vidas o que de fato valeria a pena
A morte em si não tem sentido
somos nós que a ela atribuímos algo
para alguns
ela é inspiração
ou destruição
ou recurso politico
ou libertação
ou recomeço
ou um mal
ou um desperdício
ou angustia
ou solidão
ou um adeus
Não é necessária a morte para que a vida tenha sentido
ou para que venhamos a dar valor às pessoas
basta para isso
o amor, o entendimento, o conhecimento, a arte, a justiça
ou o que mais for belo ao seu intelecto
ame cada pessoa que vive e viveu
não louve o mal que fizeram e nem suas mortes
mas louve o que de bom trouxeram e suas vidas
porque ela, a vida, pode ser bela;
basta que você escolha.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
O papel da indefinição na concepção de novos conceitos.
Em diversas ocasiões não definir algo pode ser mais proveitoso do que definir. Ao definir algo pode-se limitar a criatividade, a mente fica "presa" àquela concepção. Manter uma palavra em significado flutuante permite que novos significados possam ser associados á ela, o que permite a evolução de novos conceitos, que mais tarde podem ser isolados e especificados. Um exemplo disso é o conceito de elétron. Supunha-se que a corrente elétrica fosse feita de moléculas de eletricidade (molécula e átomo ja foram sinônimos, Maxwell disse molécula, mas estava, plausivelmente, se referindo à ideia de entidade fundamental; hoje nem um nem outro termo são usados para se referir a elétrons) mas não se sabia muito a respeito delas. Não se sabia se eram cargas positivas, negativas ou uma combinação das duas, não se conhecia a massa, o tamanho ou a intensidade de carga delas. Mesmo assim deu-se o nome de elétrons para essas entidades teóricas e ainda indefinidas. Com o tempo foram sendo desenvolvidas novas idéias e sendo feitas novas descobertas, de modo que novos significados foram sendo associados à palavra elétron, chegando a um conceito muito diferente das noções iniciais (hoje, dependendo do modelo usado, o elétron é considerado uma entidade que possui propriedades de onda e de partícula, cuja "posição" é dada em termos de probabilidade).
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